PARTE II : "ACHA QUE UMA CERTA TENDENCIA SE OPOE AO USO DA INTELIGENCIA E PREVILIGIA A INTUIÇAO?"

Qualquer exemplo - ok música noise, procura de um som absolutamente intuitivo, qualquer tentativa extrema de renegar a actividade consciente (inteligente) para segundo plano (ou para apagá-la do plano) é inteligente. O nascer do processo é inteligente - puro - e o próprio desenvolvimento recorrendo a técnicas intuitivas acaba por ser também e de alguma forma uma expressão da inteligência. Talvez com recurso a drogas psicóticas se consiga sair da coisa - mas por enquanto "you can't take the human out of the human".
Mesmo um trabalho que nasça de uma espécie de catarse é inteligente. Pode parecer que não temos controlo algum no momento em que ele sai, mas tivémos controlo enquanto o construímos algures cá dentro (mesmo que não soubéssemos que o estávamos a construir). Em toda a actividade de criação artística há sempre essa cena a bater - só não haverá talvez quando realizamos os nossos primeiros trabalhos. A partir da altura em que começamos a construir a nossa própria história, há intelecto. Quanto mais não seja, há a construção cultural/social à nossa volta.
Basicamente, continuamos no pós-modernismo. É triste. Eu gostava de sair dele, é um bocado enfadonho. Há de vir o dia.

Por exemplo, mesmo o nosso gosto autêntico (gosto, e não construção de projecto artístico - gosto só) por Beyoncé é intelectual. Por algum motivo é a Beyoncé e não, hmm, sei lá, as Pussycat Dolls. Acho que qualquer coisa que se goste há de ter um motivo intelectual para se gostar. Pode ser apenas uma construção de outras coisas, construção da memória, processo em grande parte inconsciente, mas mesmo assim - o intelecto está lá.

E o sexo. Pode o sexo (humano) ser absolutamente intuitivo? Não! Mesmo durante a actividade há sempre algum intelecto a bater. O instante não existe por si só - há sempre um passado, mesmo que pareça estar muito inconsciente. E pode-se avaliar honestamente o instante sem ter em conta o passado? Provavelmente sim!, mas eu não sei como.

2 comentários:

de outro planetas disse...

sim, previligia a intuição! grande cena! há aí uma certa tendência justifica tudo akilo k eu fiz até agora! e eu k pensava estar só! obrigado amigos!

com a outra mão disse...

oh! sr. astronauta, já sabe que nos enche de júbilo poder dar uma mãozinha aos amigos!